"Seria burra de falar uma coisa que não fosse verdade", diz Christina Rocha

Christina Rocha desmentiu na tarde deste sábado (18) as denúncias de suposta armação no “Casos de Família”, do SBT. A apresentadora participou do quadro “Elas querem saber”, do “Programa Raul Gil”, e, explicou que, tendo a carreira que tem, “seria muito burra de falar uma coisa que não fosse verdade”.
“Sabe a qual conclusão que eu cheguei? O programa está há 11 anos no ar, cinco no formato antigo e há seis anos no ar comigo, sob a direção de Rafael Belo. Quem não acreditou até agora, que não acredite. Estou de saco cheio. Eu não ia dar a minha cara para bater… Eu seria muito burra de falar uma coisa que não fosse verdade”, esbravejou ela.
“Acontece, às vezes, de algumas pessoas irem ao nosso programa e, depois, vão em outro. [Mas] não temos o poder de polícia para rastreá-los. Tem jornalista que adora meter o pau. Podem continuar metendo o pau. O que me importa é a minha verdade e a verdade do meu programa. Não à toa, que está 11 anos no ar”, completou.
Christina, no entanto, admitiu que não participa do processo de escolha dos participantes. “Eu não participo das reuniões, não participo das entrevistas. O meu papel, ali, é só apresentar. Eu só vejo as pessoas no dia da gravação”, confessou.
Segundo a apresentadora, a primeira seleção de participantes é feita por estagiários “que vão nas comunidades e pegam os casos”‘.
Volta e meia, o “Casos de Família” enfrenta denúncias de armação, por meio da contratação de figurantes.
Segundo o colunista Flávio Ricco noticiou em 2012, o programa oferece R$ 80,00 de cachê para os seus participantes simularem determinadas situações. Por exemplo, gays se passando por héteros e daí em diante. De acordo com essas pessoas, existe todo um esquema montado.
Terceiros, que não têm ligação direta com a produção ou com a própria emissora, são encarregados de correr atrás dos interessados. Chegam inclusive a colocar anúncios em postes e pontos de ônibus na periferia de São Paulo ou em cidades da Região Metropolitana.
É oferecido aos que se habilitam, ainda segundo relatos, dinheiro vivo logo depois da participação no programa –ou até mesmo próteses dentárias. Informa-se que existem registros de uma mesma pessoa ter aparecido três ou quatro vezes, isto após assinar um documento, frente e verso, comprometendo-se a não revelar o “joguinho de cena”.

Ouvido, na ocasião, o SBT confirmou o pagamento de R$ 80,00 aos participantes e R$ 30,00 aos tais agentes, para trazer os casos ao programa. E também o tratamento dos dentes, se for necessário. Assegura, por fim, que tudo é convenientemente checado antes da exibição.

Denúncias
O colunista do UOL Maurício Stycer tem publicado em seu blog inúmeras denúncias, onde a mesma pessoa participa de dois programas diferentes simulando personagens distintos.
O caso mais recente de encenação ocorreu há cerca de 20 dias. Marta e Cristina, apresentadas como mãe e filha, estiveram numa quinta-feira no “Você na TV”, na RedeTV!, e no dia seguinte no “Casos de Família”. Em cada programa contaram uma história diferente.
“Como isso foi acontecer? Acho que Christina Rocha ainda deve uma explicação”, questionou Stycer.

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